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O projeto financiado pelo BNDES tem
como meta preservar parte das unidades
documentais do acervo histórico de Fernando de Noronha,
acervo este formado pela documentação remanescente
do antigo arquivo dos Presídios
Comum e Político e do
extinto Território Federal de Fernando de Noronha, guardada
durante anos no
arquipélago.
Para que fosse viável a execução dos trabalhos,
foi necessária a remessa de todo o acervo histórico
e administrativo ao Recife, condição
imprescindível para preservar as informações
e imagens identificadas através
do Programa de Resgate Documental e das
ações decorrentes da manipulação dos
documentos armazenados no Arquivo Geral do Distrito Estadual de
Fernando de Noronha na Vila do Trinta.
Integram o rico acervo documental, imagens antigas e significativas,
registros
documentais procedentes do Presídio Comum, Presídio
Político e vasta gama de
documentos administrativos oriundos da Gestão do Governo
Federal no extinto
Território Federal de Fernando de Noronha, e os produzidos
a partir da reanexação do
arquipélago ao governo de Pernambuco.
O convênio firmado entre o DEFN e o BNDES, está consubstanciado
no que preceitua a Constituição Brasileira de 1988,
em especial, ao disposto no artigo 216, no que pese ao patrimônio
cultural formado pelas obras, os objetos, os documentos, as edificações
e demais espaços destinados às manifestações
artístico-culturais, cabendo ao poder público, preservá-los.
Neste caso, a Administração
Geral do Distrito Estadual de Fernando de Noronha – tutora
desta valiosa documentação – parte
delas, datadas a partir do século XVIII.
O Projeto visa a conservação e o armazenamento dos
documentos manipulados em decorrência do convênio em
referência, e se constitui
peça fundamental para a difusão
do conteúdo existente no acervo trabalhado, sendo a garantia
da preservação da memória noronhense para
as gerações futuras,
e a universalidade de divulgação das mesmas, uma
vez que parte delas serão divulgadas através
do site oficial da Administração Distrital.
Na fase inicial, o acervo terá a identificação
individual dos documentos, que será feita
através de ficha técnica, onde será avaliada
o estado de conservação de cada peça,
seguida da higienização, reestruturação
do suporte e o acondicionamento, tudo isso sob
a responsabilidade de uma equipe técnica composta por 11
profissionais.
Os trabalhos estão acontecendo nas dependências do
Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano/APEJE,
no anexo da Rua Imperial, 1069 no Bairro de São José em
Recife PE, em decorrência de convênio firmado entre
a Administração
do Distrito Estadual de Fernando de Noronha/DEFN e Governo do Estado
de Pernambuco através
da Secretaria de Educação e Cultura, órgão
ao qual o APEJE está ligado.
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