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FAUNA MARINHA

Em Fernando de Noronha existem inúmeras piscinas naturais que permitem o contato direto com a variada e exótica fauna marinha do arquipélago. As águas das ilhas estão repletas de peixes, esponjas, algas, moluscos e corais, dentre eles o mais abundante no arquipélago, o Montastrea cavernosa.

Águas rasas
Nas águas rasas encontram-se os peixes coloridos como a donzela de rocas; o sargentinho; a coroca e também as moréias.

Águas profundas
Nas águas profundas podem ser encontrados o frade; o budião; a ariquita; a piraúna e o borboleta. Os cações, o pacífico lambaru e as arraias podem ser vistas repousando no fundo.

Golfinhos rotadores

Os golfinhos da espécie Stenella longirostris são conhecidos como golfinhos rotadores devido aos saltos com a rotação do corpo que costumam executar fora da água. Estes animais podem atingir até 2 m de comprimento e 90 Kg de peso. Possuem o dorso cinza-escuro com faixas medianas cinza-claro e o ventre branco. O período de gestação dura aproximadamente 10 meses e meio e o filhote nasce com 80 cm de comprimento.

Os golfinhos rotadores se distribuem nas zonas tropicais e subtropicais em todos os oceanos. São gregáreos e apresentam um comportamento social bastante complexo. É comum deslocarem-se em grupos compostos por dois até várias centenas de indivíduos de todas as idade e ambos os sexos.

Em Fernando de Noronha, o mirante da Baía dos Golfinhos é um local onde esses animais podem ser observados em seu ambiente natural. Um dos espetáculos mais bonitos da ilha pode ser observado diariamente ao nascer do sol, quando grupos de golfinhos rotadores deslocam-se para o interior da baía, uma área de águas calmas e protegidas. Utilizam esta área para o descanso, reprodução e cria, e à tarde deslocam-se para se alimentar de pequenos peixes e lulas em alto-mar. Este é o único local onde ocorre concentração de golfinhos rotadores em todo o Oceano Atlântico. A proibição de circulação de embarcações e mergulho na enseada foi estabelecida em 1986 como medida de proteção para que seja possível a conservação desses animais. Vale lembrar que a Lei Federal nº 7643 estabelece a proibição à caça, captura e molestamento de todas as espécies de cetáceos (golfinhos, botos e baleias) em águas brasileiras.


Tartarugas marinhas
Duas importantes praias de desova das tartarugas aruanas (Chelonia mydas) estão protegidas pelo Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha: a Praia do Leão e a do Sancho.

Foto: Daisy Brizolla
Duas praias de Fernando de Noronha são pontos de desova de tartarugas marinhas
As tartarugas são observadas a partir de novembro, agrupadas na superfície da água, quando os machos adultos disputam as fêmeas, dando início ao período de reprodução dessa espécie no arquipélago. Durante os meses de chuva (dezembro a maio) , as fêmeas, resguardadas pela temperatura da noite, sobem a essas praias para depositar os ovos que incubam durante 50 dias.

No ambiente marinho da área do Parque pode-se, mergulhando, observar jovens e adultas tartarugas-de-pente (Eretmochelys imbricata), espécie altamente ameaçada devido à pesca para a confecção de óculos, pentes e bijouterias. A tartaruga-de-pente utiliza o arquipélago apenas como local de crescimento a alimentação. Sua origem e suas rotas migratórias são desconhecidas pelos pesquisadores.

O Centro Nacional de Conservação e Manejo das Tartarugas Marinhas TAMAR / IBAMA desde 1984 zela no arquipélago pelas fêmeas, ovos e ambientes de reprodução e avalia as suas populações. Esses animais são protegidos por Decreto-Lei que estabelece a proibição da captura, pesca e molestamento de todas as espécies de quelônios em águas brasileiras.

Mais informações: http://www.tamar.org.br.


FAUNA TERRESTRE

Vivem no arquipélago animais naturais e trazidos pelo homem:
Animais naturais
Ocorrem em Fernando de Noronha três espécies endêmicas: o passarinho sebito (Vireo gracilirostris), a lagartixa (Mabuya maculata) e a cobra de duas cabeças (Amphisbaena ridleyana). O caranguejo (Gecarcinus lagostoma) passa sua fase juvenil e adulta em terra e faz sua desova no mar.


Animais trazidos pelo homem
Algumas espécies de animais silvestres foram trazidas para o arquipélago pelo homem. São o teju (Tupinambis teguxim), o mocó (Kerodon rupestris) e as ovelhas, que hoje são criadas em áreas restritas para não prejudicarem a flora do arquipélago.


AVIFAUNA

Existem 40 espécies de aves registradas no arquipélago que abriga as maiores colônias reprodutivas de aves marinhas entre as ilhas do Atlântico Sul Tropical.

Foto: Antônio Melcop
Noronha abriga as maiores colônias reprodutivas de aves marinhas entre as ilhas do Atlântico Sul Tropical

Aves nativas
Dentre as aves protegidas pelo Parque Nacional a mais comum é a viuvinha (Anous minutos). Outras aves de grande concentração no arquipélago são a viuvinha grande (Anous stolidus), o trinta réis de manto negro (Sterna fuscata) e a viuvinha branca (Gygis alba).

Em todas as ilhas podem ser encontradas também seis espécies de aves parentes dos pelicanos: o mumbebo branco-grande (Sula dactylatra), o mumbebo marrom (Sula leucogaster), o mumbebo de patas vermelhas (Sula sula), a catraia (Fregata magnificens), além de duas graciosas espécies: o rabo de junco de bico amarelo (Phaeton lepturos) e o bico vermelho (Phaeton aethreus). Nas matas, vivem o sebito (Vireo gracilirostris), pássaro insetívoro e frutívoro que já se tornou endêmico, o cucuruta (Elaenia spectabilis reidleyana) e a arribaçã (Zenaida auriculata noronha).

Aves migratórias
Existe um grupo de aves que visita o Parque: são as migratórias de longo percurso e em geral provenientes do hemisfério norte. Essas aves chegam para descansar e se alimentar. São doze espécies de maçaricos e batuíras, sendo mais comum o vira pedra (Arenaria interpress).

  Alguns dados
.: O único registro de reprodução da pardela-pequena (Puffinus assimilis) ocorre no arquipélago.
.: O Rabo-de-junco-do-bico-vermelho (Phaethon aethereus) tem 1 metro de comprimento dos quais 40 cm corresponde a cauda.
.: O Rabo-de-junco-do-bico-laranja (Phaethon lepturus) e Atobá (Sula dactylatra) serviram de alimentação para os presos entre 1870 e 1942.
.: Em junho de 1987, foram contados 10.630 ninhos de Viuvinha-negra (Anous tenuirostres).
.: A cucuruta e o sebito (Vireo glacilirostris) (Elaenia spectabilis ridleyana) são espécies endêmicas.
Fonte: Schulz Neto, Albano. Observando Aves no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha: guia de campo. Brasília : IBAMA, 1995.
   

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